Está a ser um mau ano para a aviação civil, mas este novo caso é menos grave. Verdade: acabou com um avião comercial a ser desviado. Foi na segunda-feira e aconteceu com um voo interno de Nova Iorque para Palm Beach, que teve de fazer uma paragem em Jacksonville. Tudo aconteceu porque Amy Fine, uma passageira da Delta Air Lines, teve um ataque de raiva quando a passageira que estava sentada à sua frente inclinou a cadeira.

Aaron Kiplin estava sentada ao lado de uma passageira que reclinou a cadeira: “Ia sentada ao meu lado, a fazer tricô, tentou inclinar a cadeira e a senhora atrás dela começou a gritar e a praguejar.” Perante esta reação a hospedeira de bordo tentou resolver o assunto, mas só obteve como resposta uma exigência: o avião tinha de aterrar. E um grito: “Eu não me importo com as consequências. Quero este avião em terra, já.”

Feita a sua vontade, Amy saiu com escolta policial, foi interrogada e depois solta. As autoridades responsáveis pelo caso contam que a passageira alegou que “que o banco lhe bateu na cabeça quando foi inclinado, que trocaram algumas palavras, mas que não foi agressiva.” As hospedeiras de bordo, também interrogadas, negam e contrariam estas afirmações de Amy Fines, acrescentando que ainda ameaçou a outra passageira. Já a companhia aérea justifica dizendo que o piloto preferiu acatar o seu desejo — mas admitindo que foi”excesso de cautela”.

Após o incidente, o avião seguiu o seu curso até ao destino final com, imaginamos, todos os passageiros de assentos muito direitos. Esta não é a primeira vez que aviões têm de aterrar por problemas como este, foi até criado um aparelho polémico que impede o vizinho da frente de encostar o assento. O Observador já noticiou incidentes com a utilização do aparelho que acabaram com o avião a ser aterrado e os passageiros envolvidos nas disputas expulsos.

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A TAP já proibiu este dispositivo: ” Disponibilizamos um certo conforto e nenhum passageiro tem o direito de o vedar a ninguém. O mecanismo que permite reclinar o banco é propriedade da TAP”, disse ao Observador André Soares, da companhia aérea.