“Washington declarou abertamente o seu direito de usar unilateralmente a força em todo o lado para defender os seus interesses”, condenou o chefe da diplomacia russo num discurso proferido na Assembleia-Geral da ONU, numa altura em que os Estados Unidos efetuam ataques aéreos no Iraque e na Síria.

“As intervenções militares tornaram-se a norma e, isso, apesar do resultado lamentável das operações militares realizadas pelos Estados Unidos nos últimos anos”, disse ainda Lavrov, referindo-se às intervenções no Iraque e na Líbia ou ainda no Afeganistão.

A Rússia, apoiante indefetível da Síria, considera que o Governo sírio deveria ser associado à atual coligação contra os ‘jihadistas’ do grupo Estado Islâmico (EI), tanto mais que Damasco “fez claramente saber que estava disposto a juntar-se-lhe”, sublinhou o MNE russo.

Os Estados Unidos, aliados a uma coligação de vários países, nomeadamente árabes, estão a levar a cabo desde o início da semana ataques aéreos contra o EI em território sírio. Estão igualmente a bombardear posições do EI no Iraque desde o início de agosto.