A ligação ferroviária entre Madrid e Badajoz, na fronteira com Portugal, e a autoestrada entre Ciudad Rodrigo são dois dos projetos em que o Ministério do Fomento prevê investir em 2015, segundo o projeto orçamental espanhol.

Destes projetos o mais caro será a ligação ferroviária até Badajoz, no qual o Governo prevê investir no próximo ano cerca de 204,7 milhões de euros, a que somarão os investimentos para os cerca de sete quilómetros que faltam na autoestrada que liga Salamanca a Fuentes de Oñoro e à fronteira com Vilar Formoso.

Globalmente, o Ministério do Fomento terá um orçamento total de 17.496 milhões de euros em 2015, dos quais 9.570 se destinam a investimento, mais 6,6% do que este ano.

O maior volume destina-se ao investimento na rede ferroviária (5.199 milhões de euros) com a alta velocidade a receber 3.561 milhões de euros, a rede convencional a receber 461 milhões de euros e a suburbana 153 milhões de euros.

Cerca de 1.031 milhões de euros estão destinados à conclusão da ligação de alta velocidade entre Madrid e a Galiza.

A ministra do Fomento, Ana Pastor, recordou esta semana que o projeto de lei do Orçamento do Estado (OE) para 2015 prevê que se realize, no próximo ano, o maior volume de investimento em ferrovia de toda a legislatura, que começou em 2011.

Segundo explicou, o OE contempla investimentos mediante o método alemão para a licitação de parte das infraestruturas e uma parte muito importante do orçamento será destinado à rede ferroviária e estadas.

O “método alemão” tem sido um dos modelos mais usados nos últimos anos para financiar projetos de infraestruturas em vários países europeus.

Concebido inicialmente na Alemanha, para contornar os requisitos de redução de défice público, o “método alemão” prevê que o adjudicatário do contrato adiante a construção e todos os gastos pertinentes à obra, recebendo depois o preço acordado quando entregar a infraestrutura.

Recorde-se que, nos primeiros oito meses deste ano, o Governo espanhol licitou já obras no valor de 3.300 milhões de euros, mais 96% que no ano passado.