Nada. Foi assim durante 27 dias. Ninguém o viu, ouviu falar dele ou sabia onde andava. Kim Jong-Un, ditador da Coreia do Norte, estava em parte incerta. Até que, na quinta-feira, a televisão estatal do país mostrou algumas imagens do líder — que apareceu a coxear. Na semana anterior já muito se escrevera sobre a hipótese de o norte-coreano, de 31 anos, estar doente. Errado. Mas também não está bem e os seus tornozelos que o digam: ao que parece, terá fraturado ambos.

Culpa de duas coisas: da fadiga causada pelas constantes deslocações que realizou e devido ao excesso de peso que, aos 31 anos, o líder da Coreia do Norte tem acumulado. A notícia foi avançada pelo The Chosunilbo, um jornal sul-coreano que, na sua versão inglesa, escreveu que Kim Jong-Un estará desde meio de setembro internado numa clínica em Pyongyang, capital do país.

O diário, aliás, citando sem identificar a fonte, adiantou que Kim Jong-Un começou por “sofrer uma lesão no tornozelo direito em junho”, quando apressou uma visita oficial, e “acabou por fraturar os dois tornozelos por não cuidar logo” da referida lesão. No final de setembro os rumores chegaram a apontar que o líder norte-coreano estava ausente para tratar de problemas de obesidade, causados por um suposto vício em comer queijo. Uma elevada pressão arterial ou gota — doença reumatológica da qual o seu avô, Kim Jong-Sung, padeceu — foram outras das possibilidades sugeridas.

A mesma fonte, porém, explicou que “seria estranho de um homem da sua idade faltasse a uma reunião da Assembleia Suprema do Povo”, referindo-se à ausência do líder do encontro da última quinta-feira. O líder estará ainda a recuperar na clínica Bongwha, no centro de Pyongyang, habituada a tratar altas figuras do partido único do país. O The Chosunibo refere até que, por estes dias, o edifício se encontrar rodeado de elementos das forças de segurança do país.

Por último, o jornal avançou ainda que um grupo de médicos europeus terá viajado recentemente para Pyongyang para tratarem do líder da Coreia do Norte. O problema, como sempre, é que é provável que esta história nunca venha a ser confirmada. Ou sequer desmentida.