É como uma batata quente. Queima nas mãos e ninguém a quer segurar. Ou organizar. Para já, uma coisa é certa: não será Marrocos o país anfitrião da Taça das Nações Africanas. A culpa é do vírus do ébola e do surto que, este ano, já causou a morte a quase cinco mil pessoas. Por isso mesmo os marroquinos disseram que não. E agora a Confederação Africana de Futebol (CAF) tem de arranjar um substituto. Candidatos, ao que parece, não faltam.

A entidade, esta terça-feira, confirmou “a recusa” de Marrocos em organizar a prova entre as datas previstas — de 17 de janeiro a 8 de fevereiro de 2015. Queriam um adiamento, que a CAF, por seu lado, também recusou. Mas a 10 de novembro, na segunda-feira, a organização recebeu “diversas candidaturas” enviadas “por associações nacionais que desejam receber a competição nas datas acordadas”.

Ou seja, em breve poderá conhecer-se o novo país anfitrião da Taça das Nações Africanas. A CAF não adiantou qualquer prazo para revelar a decisão, escrevendo apenas que, face à recusa de Marrocos, a seleção do país magrebino está “automaticamente desqualificada” da competição. Até lá, pelo menos as partidas de qualificação agendadas para 14, 15 e 19 de novembro, ressalvou a entidade, vão concretizar-se.

Além de Marrocos, também a África do Sul, o Egito, o Sudão e, mais recentemente, o Gana, se esquivaram da hipótese de acolherem a próxima edição da Taça das Nações Africanas.