Os meios de comunicação estatais da Coreia do Norte revelaram hoje, pela primeira vez, o cargo oficial de Kim Yo-jong, irmã mais nova do dirigente norte-coreano, Kim Jong-un, citando-a como “subdiretora” de um departamento do comité central do Partido dos Trabalhadores.

A agência oficial KCNA especifica o cargo da irmã do “líder supremo” num artigo sobre a visita de Kim Jong-un a um estúdio de filmes de animação em que Kim Yong-jo o acompanhou.

O estatuto de Kim Yong-jo na hierarquia do regime norte-coreano tem sido alvo de conjeturas desde que apareceu, pela primeira vez, em dezembro de 2011.

Analistas acreditam que, apesar do relativamente discreto cargo no seio do partido único, aos 27 anos a jovem Kim tem elevada influência nas altas esferas do poder da Coreia do Norte.

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Kim Yo-jong, filha do “querido líder” Kim Jong-il e da sua quarta mulher, Ko Yong-hui, ambos falecidos, apareceu diante das câmaras pela primeira vez em dezembro de 2011 durante o funeral do pai, mas apenas seria mencionada pelos ‘media’ estatais em março deste ano. Desde então tem vindo a ser referenciada como “alta funcionária”.

Nos últimos oito meses a irmã do líder apareceu citada nos ‘media’ estatais por 15 vezes, feito interpretado como um aumento da sua influência no regime que mantém em segredo a maioria das informações relativas às suas elites de poder e sobre a família Kim.

Analistas comparam o papel da jovem com o da outrora influente Kim Kyong Hui, a irmã e conselheira próxima de Kim Jong-il, cujo marido, Jang Song-thaek, tio do líder, foi executado em dezembro do ano passado numa purga que chamou a atenção dos ‘media’ em todo o mundo.