O ministro brasileiro Jorge Hage, chefe da Controladoria-Geral da União, órgão com estatuto de ministério e responsável por ações de combate à corrupção no país, divulgou esta segunda-feira à imprensa que pediu a demissão.

Hage, que estava há oito anos à frente daquele órgão, afirmou que não gostaria de continuar no cargo no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

A saída do ministro ocorre em meio às denúncias de corrupção e branqueamento de capitais na petrolífera brasileira Petrobras, que envolvem empresários, empreiteiros e políticos.

Em novembro, Hage defendeu que as empreiteiras que forem consideradas culpadas pela Justiça devolvam à Petrobras o montante referente aos danos causados e mostrem como funcionava o esquema de corrupção.

A Controladoria-Geral da União foi criada em 2003, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2001 e 2002, no mandato de Fernando Henrique Cardoso, funcionava sob o nome de Corregedoria-Geral da União.