O Presidente ucraniano, Petro Porochenko, declarou esta terça-feira que o cessar-fogo decretado ao princípio da manhã no leste da Ucrânia, com os separatistas pró-russos, estava a ser respeitado. “Há hora e meia, declarámos um novo cessar-fogo. Não registámos um único tiro, nem um único soldado morto”, afirmou, durante uma intervenção pública para académicos, diplomatas e empresários organizada pelo Instituto Internacional de Estudos Internacionais.

O chefe de Estado ucraniano afirmou que o país estava pronto “a pôr fim ao derramamento de sangue”, mas “não à custa” de desistir da sua liberdade, democracia, soberania e independência. Prochenko acrescentou que o conflito não era uma guerra só da Ucrânia, mas uma “guerra (em defesa) da liberdade, da democracia, da Europa”.

O Governo em Kiev apelidou o cessar-fogo, que entrou hoje em vigor às 7h00 horas (mesma hora em Lisboa), “um dia de silêncio”.

De acordo com a agência noticiosa francesa AFP, o cessar-fogo está a ser respeitado, apesar do atraso na realização de negociações de paz previstas entre Kiev e os rebeldes pró-russos, marcadas para a capital bielorrussa Minsk, provavelmente na sexta-feira.

Os repórteres da AFP afirmaram que os confrontos na cidade de Donetsk, nas mãos dos rebeldes, pararam repentinamente de madrugada, depois de uma noite de fogo cruzado entre a artilharia governamental e separatista.

Cerca das 8h00 horas, “ocorreu um bombardeamento com granadas de morteiro na região de Lougansk, mas desconhece-se ainda quem disparou”, disse à AFP o porta-voz do ministério da Defesa ucraniano, Valentyn Buriachenko.