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Três incidentes isolados em três dias seguidos deixaram França com medo de que um movimento terrorista tenha chegado ao país. Na segunda-feira, François Hollande, Presidente de França, veio apelar à calma e anunciou que as forças de segurança e todos os serviços do Estado estão em “extrema vigilância” perante a ameaça terrorista, conta o El País.

No sábado, um jovem agrediu com uma faca três polícias numa esquadra de polícia nos arredores da cidade de Tours, antes de morrer devido a disparos dos agentes. No domingo, um condutor, que já se veio a saber que tinha graves problemas psiquiátricos, atropelou intencionalmente 13 pessoas em pleno centro da cidade de Dijon – ao mesmo tempo que conduzia gritou a frase “Alá é grande”. Entretanto, as autoridades já descartaram que este último caso se trate de um ato terrorista.

Devido a estes casos, o ministério do Interior francês mandou “reforçar as medidas de segurança” em todas as esquadras.

Na segunda-feira, um homem entrou com a sua camioneta num mercado de Natal em Nantes e atropelou uma dezena de pessoas, das quais cinco estão em estado grave. Depois, esfaqueou-se a si próprio, segundo a Agência France Presse. Neste momento, as forças policiais francesas estão a investigar se o ataque teve motivações religiosas.

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A proximidade temporal destes três casos criou alarme no país.”Nunca tínhamos enfrentado um risco tão grande no que toca a terrorismo”, afirmou Manuel Valls, primeiro-ministro francês, numa visita a uma esquadra de Montpellier, conta o Le Monde.

François Hollande anunciou, na segunda-feira, em conselho de ministros que já estão em marcha uma série de medidas para lutar contra atos de violência, de acordo com a porta-voz do Governo, Stéphane Le Foll, acrescentando uma mensagem de “solidariedade, vigilância e ação” à população francesa.

De acordo com os números do Governo francês, existem cerca de 1200 cidadãos franceses alistados em grupos jihadistas, como, por exemplo, o Estado Islâmico.