A greve marcada pelos sindicatos da TAP foi hoje desmarcada por nove destes, a empresa garante que há condições para operar normalmente, mas o anúncio provocou um prejuízo estimado pela companhia nesta altura de 6,5 milhões de euros.

De acordo com António Monteiro, porta-voz da TAP, foram canceladas 20 mil das 130 mil viagens que tinham sido compradas. O prejuízo resultante desses cancelamentos é estimado pela empresa em 6,5 milhões de euros. Este é o valor direto apurado pela empresa, que admite que existam custos indiretos ainda apor apurar. Ainda assim, a transportadora admite conseguir minimizar as perdas com a atuação comercial a partir de agora.

A greve que estava marcada por doze sindicatos para os dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro foi desconvocada hoje por nove desses sindicatos. Em comunicado, a plataforma que reúne estas estruturas revela ter chegado a acordo com o Governo sobre “as bases de um memorando” que visa a criação de condições subjacentes ao funcionamento de um grupo de trabalho que irá operar no quadro da “eventual privatização” da companhia. Neste pressuposto, “estão reunidas as condições para a desconvocação da greve prevista para os dias 27 a 30 de dezembro do corrente ano”.

O compromisso é subscrito também pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) que na terça-feira tinha anunciado a intenção de não cumprir a requisição civil. Os pilotos pretendiam apenas cumprir os serviços mínimos fixados pelo tribunal arbitral.

No entanto, três sindicatos ficaram de fora deste acordo, e já tinham abandonado a plataforma. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), “que em conjunto representam mais de 50% dos trabalhadores da TAP”, mantêm a greve.

A TAP considera que estão “confirmadas as condições para operar normalmente” nos dias de 27 a 30 de dezembro e afirma que tudo “fará para cumprir as suas obrigações com os passageiros que nela confiaram as suas viagens”, mas recorda que a requisição civil se mantém porque estes três sindicatos não desconvocaram a paralisação de quatro dias.