O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, podem vir a ser acusados de tortura contra cidadãos norte-americanos detidos sob custódia do Governo de Caracas. A informação foi avançada por várias fontes familiarizadas com a investigação à CNN e confirmada por um funcionário norte-americano à Reuters.
As novas acusações estão relacionadas com a detenção ilegal de mais de uma dezena de cidadãos norte-americanos em prisões venezuelanas e podem envolver mais suspeitos. No entanto, Barry Pollack, um dos advogados de Maduro, afirmou à CBS News que não recebeu nenhuma notificação sobre as novas acusações, que podem ser reveladas esta quinta-feira.
Ao longo dos anos, vários cidadãos norte-americanos denunciaram casos de tortura nas prisões venezuelanas. Matthew Heath e Osman Khan, que foram libertados em outubro de 2022, processaram Maduro, em 2025, alegando que foram submetidos a eletrocussão, afogamento, ameaças de agressão sexual e confinamento em solitária. Heath chegou a tentar o suicídio enquanto esteve detido, refere a CNN.
Outros norte-americanos, como os CITGO 6, grupo de seis executivos de empresas de petróleo norte-americanas detidos em 2017, também denunciaram casos semelhantes.
Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados pelas forças norte-americanas, na noite de 3 de janeiro de 2026, que colocaram fim a 13 anos de mandato do então Presidente marcados por acusações de violação dos direitos humanos e de repressão da oposição.
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