País

Basílio Horta critica “situação intolerável” no hospital de Amadora-Sintra

Basílio Horta, presidente da câmara de Sintra, condena a situação do hospital Amadora Sintra e lembra que o governo ainda não assinou protocolos para quatro centros de saúde naquela região.

Basílio Horta condena situação de Amadora-Sintra

Jose Sena Goulao/LUSA

O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta (PS), classificou como “intolerável” o caos nas urgências do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), lamentando que o Ministério da Saúde ainda não tenha assinado os protocolos para quatro novos centros de saúde.

“O que está a acontecer é de uma grande gravidade para aquela zona e também para Sintra”, afirmou esta segunda-feira à agência Lusa o presidente da autarquia, salientando que, quando o hospital de Amadora-Sintra foi construído, “Sintra tinha cerca de 300 mil habitantes, hoje tem inscritas no serviço de saúde 427 mil pessoas”.

O tempo de espera nas urgências do Hospital Fernando Fonseca normalizou nas últimas horas, depois de ter chegado a ser de 22 horas entre 25 e 27 de dezembro, disse hoje o porta-voz da unidade hospitalar.

“É evidente que o Amadora-Sintra não está em condições de dar resposta a um tão grande aumento populacional”, frisou Basílio Horta, para quem o problema “deve ser visto de uma forma estrutural e não apenas conjuntural”.

O autarca considerou que “o encerramento de centros de saúde agrava a situação” e lamentou que o Ministério da Saúde ainda não tenha concretizado a assinatura para a construção de quatro novos centros de saúde, em parceria com o município, em Agualva, Almargem do Bispo, Algueirão-Mem Martins e Queluz.

“Não são quatro centros de saúde novos [trata-se de substituir unidades existentes], mas vão alargar imenso a oferta de cuidados de saúde, nomeadamente Queluz, com a pedopsiquiatria”, explicou Basílio Horta.

A autarquia comparticipa com a cedência do terreno, ou de instalações para adaptação, e com 30% do investimento para os novos centros de saúde, mas apesar da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT)já ter comunicado que os projetos iriam avançar, os protocolos continuam por assinar.

“Como é possível na Europa, no século XXI, haver listas de espera com 24 horas nas urgências?”, questionou Basílio Horta, que defendeu “um programa específico” para resolver “uma situação intolerável”.

O autarca admitiu a necessidade de “um hospital de retaguarda, que tire utentes ao Amadora-Sintra”, e “a câmara está disponível para participar nesse investimento”, mas tem dúvidas da sua viabilidade quando “não há maneira” dos quatro centros de saúde avançarem.

“O dr. Paulo Macedo, que é considerado um dos melhores ministros deste Governo, tem que olhar para isto com grande atenção, porque senão temos um problema estrutural sério naquela zona”, avisou Basílio Horta.

Uma fonte oficial do Hospital Fernando Fonseca justificou o longo período de espera para atendimento dos doentes na quadra natalícia com o facto de os cuidados de saúde primários terem estado fechados, o que levou as pessoas a deslocarem-se às urgências hospitalares com casos pouco graves.

A situação nas urgências do hospital de Amadora-Sintra agravou-se quando, no dia de Natal, “alguns clínicos adoeceram” e não foi possível encontrar “uma solução internamente”.

Para a normalização de casos à espera de atendimento também contribuiu o apelo do presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, para que os hospitais da capital não enviassem mais doentes para o Fernando Fonseca.

Luís Cunha Ribeiro, citado pela rádio TSF, referiu que este pedido é válido até sábado ou domingo (03 ou 04 de janeiro) ou seja, até passar o período das festas de final de ano.

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