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Como eles eram e como estão

A pressão e o desgaste são um dos lados da moeda da vida política. O Observador comparou o antes e o depois de alguns governantes e mostra-lhe o resultado de anos à frente dos destinos do país.

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Pedro Passos Coelho está há três anos e meio no cargo de primeiro-ministro

AFP/Global Imagens

Pedro Passos Coelho está há três anos e meio no cargo de primeiro-ministro

AFP/Global Imagens

Quando a 27 de novembro Pedro Passos Coelho deu uma entrevista à RTP, onde falou, entre outras coisas, sobre a detenção de José Sócrates e a falência do BES, as declarações que proferiu tinham tudo para marcar a atualidade informativa – e marcaram, naturalmente. Mas nas redes sociais o assunto principal era outro: discutia-se os sinais de envelhecimento do primeiro-ministro e comparava-se o antes e o depois. Foram três anos e meio de mandato difíceis para Passos: herdou um país sob a intervenção da troika, teve de lidar com a crise no BES, com a polémica em torno da Tecnoforma e com as crises na coligação com o CDS.

Mas Passos Coelho, de 50 anos, não é caso único: todos os que se sentaram em Belém ou em São Bento sofreram na imagem (e no corpo) o desgaste do cargo. António Guterres, primeiro-ministro entre 1995 e 2002, é exemplo disso: demitiu-se em dezembro do ano anterior na sequência dos resultados negativos do Partido Socialista nas autárquicas, mas o desgaste do Governo socialista, que ficou a um deputado de conseguir ter maioria absoluta e foi obrigado a entendimentos pontuais na Assembleia da República, já vinha de trás.

O então primeiro-ministro sempre se preocupou com a sua imagem, aliás, foi notícia quando usou a foto da campanha eleitoral de 1995 nos materiais de propaganda em 1999 – Edson Athayde, responsável pelo marketing e comunicação dessa campanha, admitiu que a decisão de repetir a fotografia se justificava porque “não havia nenhuma [outra] tão boa como aquela e António Guterres estava mais gordo” quatro anos depois de se ter tornado primeiro-ministro. Hoje, Guterres é alto-comissário da ONU para os Refugiados, cargo que ocupa desde 2005.

As imagens abaixo são interativas. Mova o cursor para ver as diferenças.

As fotografias escolhidas marcam o início e o final de mandato dos homens que lideraram o país nos últimos anos. Aníbal Cavaco Silva, 75 anos, iniciou o mandato de Presidente da República em 2006. Já antes tinha sido primeiro-ministro durante dez anos, entre 1985 e 1995. Abandona Belém no próximo ano.

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, foi ministro da Defesa e parceiro de coligação no Governo de Durão Barroso, entre 2002 e 2005. Em 2011, voltou a coligar-se com o PSD, desta vez, com Passos Coelho. Tem 52 anos e dos líderes aqui retratados é aquele em que se nota menos diferenças físicas no antes e depois.

Um ano mais velho que Portas, António Costa, ex-ministro de Guterres e de José Sócrates, abandonou o Governo socialista em 2007 para se candidatar à Câmara Municipal de Lisboa. Foi reeleito em 2013, mas entretanto decidiu concorrer a secretário-geral do PS e será candidato a primeiro-ministro.

O último exemplo é precisamente o de José Sócrates. O antigo secretário-geral do PS tornou-se primeiro-ministro de Portugal em 2005, depois de o Governo de Santana Lopes ter sido demitido pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio. Tinha 54 anos quando deixou o cargo, que perdeu para Passos. Na despedida pediu: “Meus amigos não tornem isto ainda mais difícil”.

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