A polícia francesa admite que seis membros pertencentes à mesma célula terrorista que levou avante os ataques em Paris poderão estar à solta pelas ruas da capital francesa, avança a AP, citada pela Business Insider e pela Time. Em declarações à AP, dois polícias francesas disseram na segunda-feira que as autoridades procuram o Mini Cooper de Hayat Boumeddiene, a viúva de Amedy Coulibaly, o homem que matou quatro reféns num supermercado judaico. De acordo com o Governo turco, Boumeddiene estará já na Síria, depois de viajar de Madrid para a Turquia.

“Há um sentimento forte de que isto não acabou”, disse à Time Yves Trotignon, um antigo oficial antiterrorismo da DGSE, o equivalente à norte-americana CIA. As secretas francesas acreditam que poderão estar em marcha novos ataques terroristas ainda mais mortíferos.

“Há uma forte sensação de que poderá estar a caminho algo mais perigoso”, insistiu Trotignon, agora consultor privado na área do terrorismo, que, garante, tem estado próximo das secretas francesas. Os serviços secretos franceses temem que os ataques se tornem mais sofisticados e elaborados.

Os ataques em Paris deixaram em alerta os aliados de França. Andrew Parker, o líder do MI5 (serviços secretos ingleses), afirmou que especialistas em Londres acreditam que grupos terroristas estarão a criar “complexos e ambiciosos atentados” contra alvos ocidentais. Mas não se ficou por aqui no alerta: “Um grupo da al-Qaeda na Síria está a planear ataques contra o Ocidente, que causarão muitas vítimas.”