A oposição defendeu nesta quarta-feira que a TAP é fundamental para a economia portuguesa e exigiu a anulação do processo de reprivatização, com o Governo a contrapor que assim a empresa “não levará impostos para mais lado nenhum”. Antes do início do debate das apreciações parlamentares de PS e PCP do diploma de reprivatização da TAP, todos os partidos da oposição fizeram chegar à mesa da Assembleia da República projetos de resolução para a anular o processo.

O deputado do PCP Bruno Dias afirmou que a companhia aérea portuguesa tem de manter-se na esfera pública para “salvaguardar o seu papel como empresa estratégica para a economia e a soberania nacional”.

“Os senhores falam como se a TAP estivesse ameaçada de encerrar e tivesse de ser salva, mas é falso”, afirmou o comunista, que referiu que os argumentos do Governo “são todos desmentidos” e que o caderno de encargos aprovado “reconhece que os riscos são bem reais e bem grandes”.