O copiloto da Flydubai que atacou um colega de trabalho com um machado de emergência para tentar assumir o controlo da aeronave terá agido sozinho, disseram fontes israelitas à CNN. A motivação da agressão ainda está a ser investigada pelos Emirados Árabes Unidos e por Israel.

Fontes que tiveram acesso à investigação dizem que as evidências do documento “sugerem que o suspeito agiu sozinho”. Outra pessoa disse também à CNN que Israel não detetou ligações entre grupos ou governos que possam ter influenciado ou apoiado a ação.

Hamam al-Hammami, identificado como suspeito de ter atacado o comandante Smit Machchhar, estava a trabalhar no passado dia 30 de setembro com a vítima na cabine de comando do voo FZ1073, que seguia viagem de Dubai para Telavive. Mesmo após ter sido esfaqueado repetidas vezes, Smit conseguiu abrir a porta do cockpit e pedir ajuda aos passageiros e tripulação.

Quatro israelitas intervieram, imobilizando o agressor. Pilotos que estavam como passageiros no voo conseguiram realizar uma aterragem de emergência no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita.

O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, classificou como “ato terrorista” a tentativa de sequestro da aeronave. Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse à Fox News que o copiloto passou por uma “doutrinação radical islâmica”. O copiloto já tinha sido suspenso em 2024 por posse de material extremista quando trabalhava noutra companhia aérea.