Um teste que faz o diagnóstico de ébola em 15 minutos foi aprovado pela Organização Mundial de Saúde. O mesmo vai permitir que os pacientes sejam identificados e consequentemente isolados e tratados o mais depressa possível, escreve a BBC. Em cima da mesa está uma solução que pretende acabar com o surto que já vitimou mais de 9,300 pessoas e infetou outras 23 mil.

Quais as vantagens do ReEBOV Antigen Rapid Test, o primeiro teste rápido de sangue a ser aprovado? Apesar de ser menos preciso do que o método tradicional, leva apenas alguns minutos — ao invés de horas — a obter um resultado. Mais, o teste não precisa de eletricidade para funcionar, o que o torna eficiente em zonas mais remotas e desfavorecidas do globo, além de o processo de diagnóstico ser bastante mais fácil, tal como explica a Reuters.

A Organização Mundial de Saúde acrescenta que, em zonas onde tal seja possível, os testes de 15 minutos vão ser complementados pelos exames convencionais e mais precisos. Atualmente, para determinar se uma pessoa está ou não infetada com o vírus do ébola, o sangue é analisado em laboratório — isto significa que uma resposta definitiva pode demorar entre 12 e 24 horas a chegar. E o tempo continua a ser um fator determinante no combate ao surto.

O teste em questão é desenvolvido por uma empresa norte-americana (Corgenix) e, ao que parece, já há resultados positivos à vista: ensaios realizados na África Ocidental sugerem que cerca de 92% dos diagnósticos, tendo em conta pessoas identificadas com ébola, estavam corretos. O certo é que desde dezembro último que se esperava por este desenvolvimento, com a Organização Mundial de Saúde a anunciar que testes de diagnósticos rápidos de combate ao ébola estariam disponíveis nos próximos meses nos países mais afetados pela epidemia.

Mas este não é o único método do género. Em outubro de 2014, o Observador noticiava que investigadores franceses estavam a desenvolver um teste que, à semelhança daquele norte-americano, permitia fazer o diagnóstico do vírus em questão em apenas 15 minutos. O jornal L’ Alsace adiantava, então, que o teste se assemelhava a um de gravidez, que poderia ser feito em qualquer lado e que basta usar saliva, sangue ou urina. À data fora considerado válido pelo laboratório de alta segurança microbiológica Jean Mérieux, em Lyon.

O surto que começou há 14 meses é preocupação constante e global, sobretudo nos três países mais afetados da África Ocidental — Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria –, cujos líderes comprometeram-se, numa cimeira na Guiné-Conacri, a erradicar o vírus até meados de abril. O compromisso passa por alcançar “zero infeções” dentro de 60 dias.