O sequestro de pelo menos 90 pessoas de uma minoria cristã por ‘jihadistas’ do Estado Islâmico (EI) na Síria está a motivar famílias a abandonarem as suas casas, disseram na quarta-feira ativistas.

Cerca de mil famílias abandonaram, desde segunda-feira, as suas aldeias na província de Hasakeh, na fronteira com a Turquia, de acordo com a organização sedeada na Suécia Assyrian Human Rights Network.

Cerca de 800 destas famílias refugiaram-se na cidade de Hasakeh e 150 em Qamishli, uma cidade curda na fronteira com a Turquia, disse o grupo, acrescentando que o número de deslocados ascende a cerca de 5.000 pessoas.

A maioria são mulheres, crianças e idosos, refere a AFP.

‘Jihadistas’ do grupo Estado Islâmico (EI) sequestraram pelo menos 90 cristãos no nordeste da Síria, informou na terça-feira o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Os Estados Unidos e as Nações Unidas condenaram os sequestros dos cristãos — o primeiro do género ocorrido no país devastado pela guerra — e pediram a libertação dos reféns.