Depois da detenção de cinco suspeitos de envolvimento no caso do assassinato do líder da oposição russo Boris Nemtsov, um sexto suspeito suicidou-se este domingo na sequência de um confronto com a polícia na capital da Chechénia. Segundo relatos da televisão russa, tratava-se de Beslan Shavanov, 30 anos, que acabou por se fazer explodir com uma granada quando tentava fugir de um cerco policial.

Shavanov estava escondido num edifício na capital da Chechénia, Grozny, quando a polícia chegou para o deter por alegado envolvimento no tiroteio que matou o opositor do regime russo. A polícia fez um cerco ao local onde o suspeito estava escondido, mas o homem acabou por lançar uma granada à polícia antes de se fazer explodir, suicidando-se.

A notícia da morte do suspeito número seis, surge pouco depois de as autoridades russas trem feito outras cinco detenções relacionadas com a morte de Boris Nemtsov. Entre os cinco detidos, um deles já terá mesmo confessado o envolvimento do crime, ao passo que os restantes negam qualquer culpa no caso. Um deles alega mesmo ter um álibi, segundo a agência de notícias russa Sputnik.

“Na altura do assassinato, eu estava no trabalho, onde aliás estou todos os dias. Estavam lá muitas pessoas, os meus colegas podem confirmar tudo”, terá dito Tamerlan Eskerkhanov este domingo numa audição no tribunal de Moscovo.

As ligações chechenas estavam a ser investigadas pelas autoridades de Moscovo, confirmando-se agora a detenção de cinco indivíduos, no total, alegadamente implicados ao assassinato do líder da oposição, no dia 27 de fevereiro, perto do Kremlin, em Moscovo. De acordo com os investigadores, Nemtsov foi assassinado por um grupo de criminosos a soldo e que atuaram por dinheiro.