A polícia francesa deteve esta segunda-feira quatro pessoas ligadas a Amedy Coulibaly, o homem que sequestrou um supermercado judaico, matou quatro reféns e uma mulher polícia, no início do ano em Paris. Entre os detidos, está uma mulher polícia francesa que trabalhava na sede de um importante centro de inteligência, a nordeste de Paris, o Fort de Rosny Sous Bois, avançou o porta-voz do procurador parisiense, citado pela CNN.

Entre os detidos, está um homem que tinha sido detido inicialmente a 23 de janeiro, parceiro da mulher polícia, de acordo com a radio Europe 1, citada no britânico Express. A mulher polícia tinha-se convertido ao Islão há dois anos e suspeita-se que terá acedido a um processo sobre o namorado sem autorização.

A publicação refere que é possível que o homem tenha conhecido Coulibaly nos dias que antecederam ao sequestro, onde acabou por matar quatro pessoas.

O sequestro levado a cabo Amedy Coulibaly surgiu na sequência do ataque dos irmãos Kouachi ao Charlie Hebdo, que resultou em 17 mortos. Num vídeo que foi divulgado nas redes sociais ligadas a movimentos jihadistas, Coulibaly afirmou ser membro do Estado Islâmico, referindo que tinha coordenado as suas ações terroristas com os irmãos Kouachi.

Amedy Coulibaly foi morto pela polícia. Em Gentilly, a quatro quilómetros de Paris, tinha um apartamento que funcionava como esconderijo para armas, dinheiro, acessórios e bandeiras do Estado Islâmico. Suspeita-se que este apartamento tenha servido como base de apoio para o atentado ao Charlie Hebdo.