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Beyonce escreveu a Merkel. E também Lady Gaga, Meryl Streep, Charlize Theron e muitas outras mulheres do mundo do entretenimento e do mundo empresarial. Escreveram à chanceler para lhe dizer que “a pobreza é sexista” e que as mulheres ficam “sempre em desvantagem” em situações de pobreza. A iniciativa foi desenvolvida pela organização britânica ONE e quer alertar as líderes mundiais para a importância das questões da igualdade.

“Para pôr as coisas em termos simples, a pobreza é sexista e não vamos acabar com ela até admitir o facto que as mulheres e raparigas estão sempre em desvantagem até que os líderes políticos e cidadãos em todo o mundo trabalhem para que elas tenham uma possibilidade real. Quando trabalhamos para as raparigas e para as mulheres, trabalhamos para todos”, pode ler-se no texto da missiva enviado a Merkel e à presidente da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma.

A carta está também assinada por Sheryl Sandberg, chefe de operações do Facebook, e Susan Shabangu, ministra sul-africana dos Assuntos das Mulheres. A organização ONE lançou ainda um relatório este fim de semana em que chama a atenção para um facto: a probabilidade de morrer ao dar à luz é 183 vezes maior para as mulheres da Serra Leoa do que para as mulheres suíças, entre outros dados estatísticos que ilustram as disparidades entre países desenvolvidos e os países mais pobres e entre as mulheres e os homens em todo o globo.

A carta foi enviada a Merkel e a Dlamini-Zuma porque as duas líderes vão estar presentes nas reuniões do G7 e na reunião magna da União Africana ao longo deste ano, fóruns de decisores políticos que vão começar a apontar as preferências para os próximos objetivos do milénio que estão a ser revistos durante 2015. Em setembro, na Assembleia-Geral das Nações Unidas, serão decididos os próximos objetivos e espera-se que vários digam respeito à melhoria das condições de vida das mulheres em todo o mundo.

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