O novo Presidente grego, Prokopis Pavlopoulos, comprometeu-se a combater a pobreza e o desemprego no âmbito da crise que se vive no país, naquilo que classificou como uma batalha “pela própria Europa”.

“Todos devemos contribuir para a luta contra os flagelos da pobreza e do desemprego”, afirmou Pavlopoulos, um professor de direito constitucional de 64 anos de idade e ex-ministro conservador, aos jornalistas após ter sido investido no cargo.

Depois de uma recessão de seis anos, a Grécia apresentava em 2014 uma taxa de desemprego de 26,4 por cento e uma taxa de pobreza de 23,1%, de acordo com a agência de estatísticas do governo.

“A luta que está a ser travada pela Grécia não é apenas pelo seu povo, é pela própria Europa” pois, “infelizmente, a crise fez com que a Europa desse passos atrás nos últimos anos”, acrescentou Prokopis Pavlopoulos, que foi educado em França e é um pró-europeu ferrenho, tendo sido eleito para um mandato de cinco anos por uma ampla maioria parlamentar em fevereiro.

Prokopis Pavlopoulos foi escolhido a dedo pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, cujo governo de esquerda tenta negociar um novo plano económico livre de austeridade com os seus credores internacionais, enfrentando a resistência da Alemanha e de outras nações da Zona Euro.

A sua candidatura causou alguma perplexidade no Syriza, tanto mais que a sua carreira não está isenta de controvérsia.

Enquanto ministro do Interior, entre 2004 e 2009, Pavlopoulos foi criticado por preencher milhares de empregos no setor público com os amigos e simpatizantes do partido conservador Nova Democracia, sendo a sua reputação novamente abalada em 2008, devido a revoltas juvenis que eclodiram quando um aluno grego de 15 anos foi morto a tiro pela polícia em Atenas.

Em 2012, Pavlopoulos foi criticado por não levantar um dedo para ajudar uma parlamentar comunista que foi agredida no rosto por um político neonazi durante um ‘talk show’ matutino.

Por outro lado, o atual presidente grego tem, por parte dos seus defensores e apoiantes, o aplauso pela sua diplomacia e pelo seu conhecimento jurídico.