No final do mês de março, a Sonae (dona do Continente), vai inaugurar a 150ª loja Meu Super e até ao final do ano, o objetivo passa por chegar às 200. A rede de lojas alimentares em formato de franchising tem sido uma das apostas da empresa liderada por Paulo Azevedo, nos últimos anos. E não é a única.

A concorrente Jerónimo Martins vai terminar o primeiro trimestre de 2015 com 180 lojas Amanhecer, com um modelo de negócio que assenta num acordo de cooperação entre o Recheio Cash&Carry (detido pela Jerónimo Martins) e os proprietários de mercearia. Não se trata de um franchising porque os parceiros não têm que pagar royalties à marca, explicou José Vieira, diretor de operações Amanhecer, ao Observador. Mas têm ambas o mesmo objetivo: ajudar a modernizar os negócios tradicionais.

“O Meu Super está a facilitar a revitalização e modernização do retalho alimentar em Portugal, permitindo a empresários do setor ajustar os seus negócios de forma a responder às necessidades dos consumidores, bem como a novos empreendedores de entrar no mercado beneficiando da capacidade e conhecimento da Sonae”, avançou Luís Moutinho, presidente da Sonae MC, a área de negócio da Sonae destinada ao retalho alimentar.

Responsáveis pela criação de cerca de 600 postos de trabalho, as lojas Meu Super estão presentes em 18 distritos do continente e na Madeira. No último ano, a rede de franchising da Sonae MC duplicou de dimensão, abrindo 70 novas lojas. Já a rede Amanhecer triplicou a sua oferta e abriu 100 mercearias. José Vieira explicou ao Observador que o investimento do Recheio Cash&Carry na abertura das mercearias Amanhecer ronda os dois milhões de euros.

Com o objetivo de fomentar o empreendedorismo, a marca Meu Super está presente em lojas de retalho alimentar de proximidade em regime de franchising, em zonas habitacionais, para que os parceiros possam beneficiar das mais-valias do conceito, incluindo os produtos da marca própria Continente.

“Para a Sonae MC, este é mais um caminho de crescimento e um contributo para a modernização do comércio tradicional. Os empresários e empreendedores beneficiam de uma logística e de sistemas informáticos eficientes, participam na construção de um conceito de loja apelativo para o cliente com uma proposta de valor assente numa dinâmica promocional e num plano de comunicação local da marca Meu Super”, explicou Fernando Silva, diretor geral do Meu Super, ao Observador.

A marca Meu Super está disponível tanto para empresários que já estão no setor como para empreendedores que pretendem entrar neste mercado. José Vieira explicou ao Observador que os candidatos ao Amanhecer devem apresentar um perfil empreendedor, dinâmico, resiliente e uma forte orientação para servir bem os clientes”. As lojas podem ser construídas de raiz ou serem remodelações das já existentes.

“O retalho tradicional é um segmento de mercado que constitui cerca de 40% da base de clientes da companhia e que tem tido grandes dificuldades nos últimos anos. Pretendemos contribuir de forma sustentável e estruturada para a inversão desta tendência e aprofundar a cooperação comercial com os retalhistas independentes através do apoio à renovação e modernização das suas lojas tradicionais”, disse José Vieira.

Para integrar a rede Meu Super ou Amanhecer, os empreendedores devem contactar as equipas responsáveis pelos projetos nos sites das marcas, aqui e aqui.