1. Este é o 12º restaurante do Grupo Doca de Santo.

O que começou por ser a primeira grande esplanada das Docas, em Alcântara, transformou-se, em duas décadas, num dos mais pujantes grupos de restauração a nível nacional, de cujo portfólio fazem parte nomes como a Capricciosa, a República da Cerveja ou o Irish & Co. A eles junta-se agora este Popolo. Segundo Bernardo Alves, responsável pelo grupo Doca de Santo, o nome tanto vem da expressão pop — “queremos que seja um restaurante popular, sem ser popularucho” — como da marcante Piazza del Popolo, a praça que une três das principais ruas de Roma. O restaurante está instalado numa antiga loja de tecidos datada da época áurea do Santos Design District: são mais de 500 metros quadrados (bem aproveitados), na esquina da Avenida Dom Carlos I com a 24 de Julho. Um espaço que Bernardo já tinha debaixo de olho faz tempo. “Na altura quis fazer aqui uma República da Cerveja, mas pediram-me meio milhão de euros pelo trespasse”, conta.

Popolo Tiago Pais/Observador

Não falta luz ao espaço, que tem janelas enormes viradas tanto para a Dom Carlos I como para a 24 de Julho. (foto: Tiago Pais/Observador ©)

2. Não é uma pizzaria nem uma hamburgueria. 

O conceito gastronómico do Popolo mistura, sem quaisquer pudores, pizzas e hambúrgueres. E não só os põe lado a lado na ementa, aproveitando assim a experiência adquirida na matéria noutros restaurantes do grupo (“quatro das pizzas são receitas da Capricciosa”, explica Bernardo) como também os junta numa criação especial que dá pelo nome de Pizzeta Burguesa, um casamento entre massa de pizza e um hambúrguer de 120 gramas de carne de novilho, rodeado por salame Ventriccina Calabria, mozzarella e molho de tomate. Não é inédito mas é raro. Tal como são raros os hambúrgueres inside out (recheados de cheddar e bacon) que, em Lisboa, só encontram par no Munchie. “Eu não invento nada”, conta Bernardo. “Passo a vida a pesquisar, trago as ideias e adapto-as aos nossos restaurantes.” A juntar a essa oferta há petiscos, saladas e uma boa carta de sobremesas, muitas delas servidas em copo de vidro. Quem quiser fazer do Popolo palco para um copo ao fim do dia, seja na esplanada ou no bar — onde haverá programação musical semanal –, também não sai mal servido: por 1,90€ podem beber-se clássicos italianos como o Spritz, o Americano ou o Bellini.

Popolo Tiago Pais/Observador

As pizzas roubam o apelido às mais célebres famílias de mafiosos. Esta é a Gambino. (foto: Tiago Pais/Observador ©)

3. Deve muito do ambiente ao pós-guerra.

Apesar de não parecer — os ares do mar conservam-no bem — o arquiteto e velejador Bernardo Alves nasceu na época do pós-guerra. E ficou-lhe qualquer coisa desse tempo. “Naquela altura havia vontade de reconstruir, de fazer coisas e quis refletir isso neste conceito”. Assim, no espaço amplo, todo remodelado (e bem) pelo seu ateliê, juntam-se elementos que apelam a essa era, como as duas vespas penduradas no mezanino e os ecrãs que reproduzem La Dolce Vita de Fellini, a outros mais simbólicos da tal reconstrução, como as cadeiras vintage recuperadas aos primórdios do Doca de Santo, o primeiro restaurante do grupo ou os andaimes permanentes atrás da cozinha. Por falar em cozinha, esta está à vista de toda a gente. Ou seja, não há segredos.

Popolo Tiago Pais/Observador

Os produtos italianos expostos nas prateleiras podem ser comprados no local. (foto: Tiago Pais/Observador ©)

4. Vai ter uma padaria a funcionar em simultâneo.

A partir de maio, ou quando a operação do restaurante “estiver estabilizada”, Bernardo Alves garante que uma nova faceta do Popolo será revelada à cidade. “Vamos ter um serviço de padaria virado para a rua a funcionar todos os dias a partir das 08h00”, diz. E nem serão precisas alterações significativas. O pão dos hambúrgueres, por exemplo, já é produzido ali. Outra aposta grande da casa será nos produtos para take-away, em caixas, com doses de diversos tamanhos, para tirar partido da localização, cheia de noctívagos com desejos de snacks tardios.

Popolo Tiago Pais/Observador

O pão dos hambúrgueres é fabricado diariamente no Popolo. (foto: Tiago Pais/Observador ©)

5. Não é a única novidade do grupo para este ano.

Não é a única nem, possivelmente, será a maior. Isto porque no final do ano, se as obras não atrasarem mais, será inaugurado o Lisbon 8 Building, um projeto dos arquitetos Aires Mateus para a antiga sede dos Correios de Portugal, e com ele surgirá o Mordiscar, um restaurante de tapas e petiscos idealizado por Bernardo Alves. Um projeto em grande que, segundo o responsável, contará com um chef espanhol e inúmeras surpresas. Promete.

Nome: Popolo
Morada: Avenida 24 de Julho, 50 (Santos), Lisboa
Telefone: 21 390 1641
Horário: Todos os dias, das 12h30 às 15h30 e das 19h30 à 00h00. Quinta-feira a cozinha fecha à 01h00 e sexta e sábado funciona até às 02h00.
Preço Médio: 15€
Reservas: Aceitam