O Partido Socialista quer dar um subsídio aos cerca de 440 mil trabalhadores em Portugal que, apesar de terem trabalho, não ganham o suficiente para sair da pobreza. Esta é, segundo o Diário de Notícias, uma das medidas que consta do plano “Uma década para Portugal”, que está há vários meses a ser preparado por uma equipa de 12 economistas, liderados por Mário Centeno, e que servirá de base para o programa eleitoral de António Costa para as eleições legislativas.

O subsídio teria como objetivo aumentar o rendimento das pessoas que ganham até 411 euros por mês, considerando os parâmetros do INE para aqueles que se consideram “trabalhadores pobres”. O PS acredita que esse subsídio iria levar a um aumento do consumo, uma medida que custaria 350 milhões de euros ao Orçamento do Estado. Fundos que seriam, acreditam os peritos, parcialmente recuperados através da coleta fiscal e da taxa social única (TSU), para a Segurança Social.

A medida seria atribuída só aos pobres, escreve o Diário de Notícias, e tentaria ajudar, também, nas situações de subemprego, isto é, pessoas que gostariam de trabalhar um horário completo mas apenas têm um part-time. O rendimento adicional seria calculado conforme os rendimentos e o património, bem como a dimensão do agregado familiar em causa.

António Costa recebe esta terça-feira o documento no Largo do Rato. “Uma década para Portugal” terá, além de 12 propostas de medidas para estimular o crescimento económico, incluirá, também, um cenário macroeconómico até 2019.