O líder do partido árabe-israelita Raam, Mansour Abbas, rejeitou esta quinta-feira as acusações de fraude eleitoral apresentadas pelo Likud, garantindo que colaborará com as autoridades para esclarecer o caso.

“Não há nada”, afirmou Abbas, citado por um dos seus porta-vozes, depois de o Likud, o partido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ter acusado o partido islamita de suborno eleitoral.

“O Raam não tem absolutamente nenhuma ligação com o caso em questão nem com outros casos semelhantes”, acrescentou o dirigente, um dos principais candidatos da minoria árabe nas eleições legislativas israelitas de terça-feira.

Abbas garantiu ainda que o partido colaborará plenamente com as autoridades responsáveis pela investigação, com o objetivo de “esclarecer a verdade”.

As declarações surgem depois de o presidente da Comissão Eleitoral Central israelita, o juiz Noam Solberg, ter solicitado ao Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, uma investigação às alegadas irregularidades eleitorais.

Já nesta quinta-feira, o Presidente israelita, Isaac Herzog, pediu para que o voto dos árabes israelitas não seja estigmatizado, numa altura em que os apoiantes de Benjamin Netanyahu acusaram os partidos da minoria de fraude eleitoral.

Para o chefe de Estado israelita, as suspeitas devem ser investigadas mas alertou que é “preciso” evitar lançar descrédito sobre toda uma comunidade que exerceu o direito de voto.

Face à hostilidade do Governo, comunidade árabe votou em peso. Partidos árabes quase duplicaram e podem decidir futuro de Israel

Os partidos árabes de Israel conquistaram um número sem precedentes de lugares nas eleições legislativas realizadas na passada terça-feira.

Com a contagem de mais de 90% dos votos, as duas principais formações políticas árabes israelitas — o Raam e a Lista Conjunta — somam um total inédito de 19 lugares. O resultado deve-se a uma mobilização sem precedentes da minoria árabe contra o Governo de Netanyahu.

Nem o Likud nem o Yashar, a coligação do opositor Gadi Eisenkot, dispõem de uma maioria parlamentar.

São necessários 61 deputados para controlar o parlamento, pelo que a formação de um governo vai depender de alianças com os partidos menos votados.

A Lista Conjunta e o Raam já se mostraram abertos a entendimentos com a coligação liderada por Eisenkot para afastar o atual primeiro-ministro.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]