Francisco Assis criticou a participação de deputados do PS na manifestação realizada em frente à Assembleia da República, na terça-feira, considerando “absurdo” que se juntem aos manifestantes. O socialista referia-se a Pedro Nuno Santos e Marina Gonçalves, que estiveram nos protestos, e considerou que esta atitude é um sinal negativo para o partido.
“Acho absurdo que deputados do PS se vão misturar com os manifestantes que estão em frente à Assembleia da República. Isso eram práticas típicas de outros partidos, não do Partido Socialista”, afirmou Francisco Assis, esta quinta-feira, no programa Explicador da Rádio Observador.
Habitação. Como responderam o Presidente da República, PSD e PS aos protestos?
O socialista considera que o PS deve manter uma postura moderada e procurar consensos, numa altura em que o secretário-geral do partido, José Luís Carneiro, tem sido alvo de críticas. Assis considerou “muito injusta” a forma como o líder socialista foi tratado no Parlamento e alertou para o risco de alguns setores do partido defenderem uma radicalização do discurso.
“O PS tem hoje um líder bastante moderado e um homem muito preocupado em buscar consensos na sociedade portuguesa”, afirmou, acrescentando que Carneiro poderá começar a enfrentar dificuldades dentro do próprio partido devido à pressão de quem pretende uma posição mais radical.
Francisco Assis alertou, ainda, para os riscos de a esquerda se deixar influenciar por discursos de extrema-esquerda, tal como considera perigoso que a direita se aproxime da extrema-direita. “Esses dois riscos são simétricos, existem, são perigosos e podem levar a problemas sérios na sociedade portuguesa”, afirmou.
No mesmo programa, em que participou também André Coelho Lima, antigo vice-presidente do PSD, os dois convidados defenderam a necessidade de maior entendimento entre os partidos, sobretudo entre o PS e o PSD, para responder aos problemas de coesão social e habitação. A conversa decorreu no dia em que o Presidente da República recebe os partidos com representação parlamentar para discutir a coesão social.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]