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Ângelo Felgueiras está reticente com o futuro da TAP e garante que a greve dos pilotos “não está explicada” e que a sua dimensão “não faz sentido nenhum”. Felgueiras era o presidente do sindicato dos pilotos em 1999, altura em que se fez o acordo com o ministro João Cravinho, que previa uma participação do capital da companhia para os pilotos. O acordo foi assinado, recebeu o despacho da tutela, mas não teve validade legal.

“Rubriquei e assinei esse acordo. Não dava polémica, era muito clarinho e transparente”, começou por dizer no noticiário das 20 horas da TSF. O piloto mostra-se muito reticente quanto ao que está por trás da greve de dez dias anunciada pelo sindicato dos pilotos, que se desenrolará entre 1 e 10 maio.

“Não será importante para a empresa saber se vou voar ou não. Gostava que as pessoas pensassem em consciência, não quero influenciar. (…) Os pilotos têm bom senso, os pilotos sabem o que fazem. Também gostei de ouvir as palavras de um dos membors do Governo, que disse não confundir a direção do sindicato com o alto profissionalismo dos pilotos da TAP. É nisso que nos temos de concentrar: cada um fazer aquilo que deve fazer”, assegurou.

O tom depois subiu para descrever o que pensa da greve. “Não está bem explicada. Acho que o sindicato devia ponderar e reconsiderar. (…) É uma greve, na minha opinião, de um dimensão e desproporção que não fazem sentido. Os meus colegas devem concentrar-se em pensar pela sua cabeça e saber que dentro de poucas semanas, ou no fim desta greve, teremos uma TAP diferente”, anunciou. E continuou: “Todos vamos ser chamados às responsabilidades sobre essa TAP diferente. Uns por nos terem conduzido, outros por aquilo que fizeram e não fizeram, e outros pelo que disseram ou deixaram de dizer…”

Uma coisa é certa para Ângelo Felgueiras: “5% de nada é nada. 20% de nada é nada. Eu gostava imenso de ter uma TAP amanhã.”

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