Duas pessoas morreram após uma forte tempestade atingir o norte das Filipinas no fim de semana, causada pela passagem do tufão Noul, anunciaram hoje as autoridades.

Muitas das pessoas que tiveram de ser retiradas das suas casas, que ficavam no percurso previsto do tufão, começaram a regressar no domingo, após o Noul – o quarto e mais forte a atingir as Filipinas este ano – ter fustigado a costa com rajadas até 220 quilómetros por hora.

As autoridades disseram não esperar um número significativo de fatalidades, depois das ordens de evacuação terem sido dadas na sexta-feira.

“As pessoas ouviram os nossos avisos. Aprenderam a lição com tempestades anteriores”, disse à AFP Norma Talosig, diretora do departamento de defesa civil da região norte do país.

Um homem de 70 anos e o seu filho de 45 anos foram eletrocutados quando tentavam reparar a sua casa em Aparri, no domingo.

O departamento de meteorologia alertou para a força dos ventos, capazes de gerar tempestades, arrancar árvores, telhados de casas, derrubar postes de eletricidade e destruir plantações. No entanto, até agora, não há registo de danos significativos, disse Talosig.

Mais de 3.000 pessoas que tinham abandonado as zonas costeiras de Isabela e Cagayan estão agora a voltar a casa, garantiu a responsável.

Outras 300 pessoas voltaram às suas casas junto ao sopé do vulcão Bulusan, no centro do país, indicou o líder do conselho provincial para situações de desastre, Raden Dimaano.

As autoridades receavam que as chuvas intensas do Noul pudessem provocar deslizamentos de lama vulcânica – o Bulusan teve dois episódios de expulsão de cinzas desde 01 de maio.