Os candidatos à compra da TAP apostam forte na cartada da renovação de frota. Duas das três ofertas propõe a renovação dos aviões, prometendo ultrapassar uma das fragilidades da companhia aérea que, no ano passado, sofreu perdas relevantes devido a falhas operacionais por número insuficiente de aeronaves. A idade média da frota da empresa portuguesa tem sido outra preocupação, daí que o próprio governo tenha fixado um investimento mínimo de 300 milhões de euros no caderno de encargos que se destina sobretudo à renovação da frota.

No caso de Germán Efromovich, a oferta inclui também a renovação das aeronaves da Portugália através do fornecimento de 10 aviões Embraer, vocacionados para o médio curso. De acordo com informação recolhida pelo Observador, a proposta da empresa do dono da Avianca, a Synergy, prevê um total de 50 novos aviões para a TAP, número que já inclui os A350, de longo curso, encomendados pela empresa portuguesa, e cuja entrega se terá atrasado, e mais 38 aeronaves. Os 12 A350 já comprados só devem começar a chegar a partir de 2017.

De acordo com o site da TAP, a empresa tem 77 aviões, dos quais 61 são Airbus, já não há Boeing, e 16 aeronaves que operam com a marca Portugália. Estes aparelhos, que vieram quando a empresa foi vendida pelo Grupo Espírito Santo, estão entre os mais antigos da frota da TAP.

Para além dos 12 aviões que estarão disponíveis na Avianca, companhia colombiana, a oferta inclui mais 10 aeronaves para a entrega a partir de 2016. O empresário colombiano, que em 2012 esteve quase a comprar a TAP, nunca escondeu o seu interesse pela companhia portuguesa.  Do ponto de vista de Efromovich, a rede de rotas da TAP e da Synergy complementam-se perfeitamente, o que permitirá dar mais força ao Hub de Lisboa, nas ligações transatlânticas.

A proposta de David Neeleman da Azul, também aposta forte na renovação da frota e, segundo o Expresso, prevê igualmente 50 aviões novos. Ainda não são conhecidos detalhes da terceira oferta, apresentada por Miguel Pais do Amaral.