O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou hoje à agência Lusa que o Fundo Monetário Internacional (FMI) é esclavagista e que Portugal deveria abandonar a organização.

“É inacreditável que no século XXI nós nos continuemos a confrontar com organizações do tipo esclavagista, como é aquela que neste momento se assume do ponto de vista das suas posições o Fundo Monetário Internacional”, disse Arménio Carlos.

Num relatório divulgado na segunda-feira, que resulta dos trabalhos da missão técnica a Portugal ao abrigo do Artigo IV, realizada em março, o FMI defende a necessidade de indexar as pensões à evolução da economia e recomenda que se voltem a suspender as reformas antecipadas e que se aumentem as contribuições para a Caixa Geral de Aposentações (CGA).

O FMI defende ainda no documento que se mantenham as 40 horas de trabalho semanal nas autarquias e que se continue a reduzir o número de trabalhadores da Administração pública.

“As posições que defende ao fim ao cabo têm a ver com a conceção de escravidão, com conceção de retrocesso social e civilizacional que não faz sentido e nós não podemos deixar de manifestar a nossa profunda oposição”, salientou o líder da central sindical.

Arménio Carlos salientou também que “já é tempo do Estado português se libertar do Fundo Monetário Internacional” e “sair da organização”, que não defende os direitos fundamentais, nomeadamente saúde, educação, salário e trabalho.

“O Estado português continuar a contribuir para o Fundo Monetário Internacional, é continuar a contribuir para manter uma organização esclavagista”, insistiu.

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