Os jihadistas do grupo Estado Islâmico controlam a cidade histórica de Palmira, na Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). As tropas de Bashar al-Assad cederam aos extremistas do Estado Islâmico depois de horas de combate. Apesar do risco que correm as ruínas, ainda não há registo de destruição do património. Mas há um vídeo que mostra os combates por detrás das ruínas históricas.

Após várias horas de luta violenta, “combatentes do EI tomaram posse de partes do norte da cidade, que representam um terço de Palmira”, disse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, adiantando que “as forças do regime abandonaram aqueles bairros”. As tropas saíram depois de evacuarem os habitantes que ainda ali residiam.

Esta foi a notícia que surgiu a meio da tarde de quarta-feira. Entretanto esta quinta-feira a BBC avança que a cidade já cedeu praticamente na totalidade. Os jihadistas começaram a ofensiva a partir do norte da cidade. As ruínas de Palmira classificadas de Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que incluem templos e ruas ladeadas de colunas, situam-se no sudoeste da cidade.

 

De acordo com a BBC, os jihadistas controlam uma base aérea das redondezas, uma prisão e centro de comando.

Segundo a televisão estatal síria, “as forças armadas atingiram grupos de terroristas do EI no norte de Palmira e impediram a sua infiltração a partir de áreas no norte da cidade”. No entanto, admitiram a retirada de tropas pró-governo de Bashar- Al Assad, o presidente sírio, da cidade histórica.

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Trata-se da segunda vez que o grupo radical ocupa o norte de Palmira, depois de dia 13 ter lançado uma ofensiva contra a cidade, que já causou centenas de mortos. Os mesmos bairros foram conquistados no sábado, mas estiveram na posse do EI menos de 24 horas.

Mohammad, um ativista de Palmira, disse à agência France Presse que “os soldados do regime fugiram depois do EI ter ocupado o edifício da segurança do Estado” na zona norte da cidade.

“Eles dirigiram-se para a sede dos serviços de informação militares perto das ruínas”, adiantou.

A UNESCO tem alertado para o risco que correm as ruínas de Palmira desde o início da ofensiva jihadista, depois do EI ter destruído tesouros arqueológicos no Iraque.

A cidade com mais de 2.000 anos tem grande importância estratégica para o grupo radical, estando situada no grande deserto sírio limítrofe da província iraquiana de Al-Anbar, que o EI já controla em grande parte.

Aqui ficam imagens da cidade histórica, antes do controlo pelos extremistas.