Há mais uma teoria sobre o desaparecimento do Boeing 777 durante o voo 370 da Malaysia Airlines. De acordo com o matemático Goong Cheng, o avião que fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim há quinze meses caiu verticalmente no Oceano Índico.

Para Cheng, um avião que entre verticalmente a água não se desintegra: pelo contrário, mergulha quase intacto até ao fundo do mar. E foi por isso que ainda não surgiram destroços, num acidente que vitimou 239 pessoas. À CNN, o matemático sublinhou que “o verdadeiro momento final do MH370 permanecerá um mistério até ao dia em que a caixa negra for encontrada e descodificada”.

A teoria do professor da Universidade Texas A&M surgiu quando analisou todos os dados através de um programa informático. Esse sistema baseou-se em “matemáticas aplicadas, dinâmicas de fluidos computacionais e simulações numéricas de um Boeing 777 numa entrada clássica em água”, como explica no estudo publicado na Notices of American Mathematica Society.

As outras teorias

Estávamos a 8 de março de 2014 quando o Boeing 777 da Malaysia Airlines desapareceu dos radares, sem ter deixado qualquer sinal de anomalia enquanto atravessava o Golfo da Tailândia. Voava há uma hora, vindo de Kuala Lumpur, na Malásia, em direção a Pequim. Um satélite detetou um sinal sete horas depois, altura em que o avião já estaria a ficar sem combustível a cem quilómetros do oeste da Austrália.

O mistério do MH370 inspirou diversas teorias, umas mais conspirativas e outras mais próximas das hipóteses científicas. Eis cinco delas.

Teoria do avião fantasma

Todas as pessoas a bordo do avião perderam consciência devido a perda de pressurização, fumo ou uma explosão. Esta é a hipótese apresentada pelo especialista Clive Irving no The Daily Beast, uma das que explica por que razão o avião continuou a voar durante horas até esgotar o combustível.

Para ele, o avião estava em busca de um aeroporto de emergência, mas o piloto decidiu utilizar o comando automático para reduzir o volume de trabalho. De acordo com outro especialista de aviação, Les Abend, a teoria é possível: “pPode acontecer de forma insidiosa se se tratar de uma situação lenta”, explica.

Teoria da equipa incapacitada

Esta hipótese chegou via piloto Alastair Rosenschein ao Mirror: ele acredita que a equipa ficou de alguma forma impossibilitada de aterrar o avião, acabando este por cair no Oceano Índico. Os passageiros, por sua vez, não tinham controlo sobre a situação nem conseguiriam enviar um sinal de alerta.

A teoria da equipa incapacitada assume que se o avião tivesse ficado sem combustível enquanto seguia em piloto automático, a aterragem seria muito semelhante à experimentada em terra: “Uma descida gradual, mas constante até chegar ao chão”. Ou seja, até se despenhar.

Teoria do Terrorismo

A hipótese de terrorismo foi colocada em cima da mesa quando os radares militares informaram que o avião havia descido dos 45 mil pés para os 23 mil num tempo recorde. Apesar de estes dados não serem muito precisos, “algumas mudanças no perfil de voo podem sugerir que o avião estava sob comando”, como conta Robert Goyer, editor da revista “Flying”. De acordo com o Daily Mail, onze terroristas chegaram a ser detidos por suspeitas no envolvimento no acidente.

Teoria do Heroísmo vs. Suicídio

Piloto ou co-piloto podem ter tentado destruir o avião, algo que aconteceu no acidente com o voo da Germanwings nos Alpes franceses. À semelhança de Andreas Lubitz, um dos responsáveis pelo comando do avião pode ter provocado um assassinato suicida.

Mark Weiss, que chegou a pilotar um Boeing 777 na American Airlines, diz acreditar que houve algum tipo de conflito no cockpit que desencadeou o acidente.

Teoria Paranormal

As teorias da conspiração não tardaram a aparecer quando a notícia do acidente foi conhecida. Houve quem defendesse que o avião tinha sido atingido por um meteorito que o destruiu, embora as probabilidades sejam astronomicamente mínimas.

Lisa Williams, uma psíquica americana, acredita que o avião terá aterrado em segurança e que ainda existem pessoas vivas de entre os passageiros. “Pode ter sido um ato de pirataria… vejo muitas árvores”, conta Lisa. Nenhuma destas teorias foi levada a sério pelos cientistas envolvidos nas investigações.