Se tem um cão, sabe que os cães não rosnam a toda a gente, não ladram a toda a gente nem mordem toda a gente. E, regra geral, quando alguma dessas três coisas acontece, o primeiro pensamento que vem à sua cabeça é: “esta pessoa não pode ser boa”. Um novo estudo veio comprovar que tem razão. Ao que parece, os cães pressentem quando alguém é mau para o seu dono.

O estudo foi levado a cabo pela Universidade de Quioto, no Japão, e testou 18 cães em três cenários diferentes para ver como reagiam a cada um. Numa fase inicial, os donos dos cães tinham de pedir ajuda a um estranho para abrir uma caixa — no primeiro cenário o estranho ajudava, no segundo negava ajuda e no terceiro assumia uma posição neutra (não ajudava nem recusava ajuda). O passo seguinte consistia em pôr todos os estranhos a darem algo aos cães para comer — os cães recusaram o que lhes foi dado pelas pessoas que negaram ajuda aos seus donos e aceitaram o que veio das mãos dos que ajudaram e dos que permaneceram neutros.

De acordo com Kazuo Fujita, o investigador principal, descobriu-se “pela primeira vez que os cães fazem avaliações sociais e emocionais das pessoas independentemente do seu próprio interesse”. Se é um amante de cães, esta conclusão não o deve ter surpreendido minimamente.

É sabido que a vida de quem tem um cão melhora consideravelmente. Os cães amam os seus donos incondicionalmente e são conhecidos os benefícios para a saúde de ter um animal de estimação, especialmente no que diz respeito a combater o stress. Mas, para além de nos avisarem das más pessoas, de nos fazerem companhia e de nos amarem, os cães também podem melhorar a vida amorosa do comum mortal, diz a Bustle. Saiba como:

1. É mais fácil conhecer pessoas quando se tem um cão

De acordo com Alan Beck, diretor do Center for the Human-Animal Bond da Universidade de Purdue, os cães ajudam-no a ligar-se a outras pessoas. Quando uma pessoa tem um cão, mais depressa é abordada por outros — situação comprovada por todas as pessoas que já passearam um cão e por todas aquelas que não resistiram a fazer festas no animal de estimação alheio –, para não falar de que os cães são um excelente desbloqueador de conversa. Um estudo feito no Reino Unido concluiu que cinco por cento dos donos de cães conheceram pessoas com as quais namoraram enquanto passeavam os seus amigos de quatro patas.

2. Os cães são um bom indicador do tipo de pessoas com quem devemos namorar

No artigo “Can Pets Improve your Relationship?”, Suzanne Phillips escreveu que aquilo que procuramos num parceiro muitas vezes é semelhante ao que vivemos na relação com os nossos animais de estimação. Há até quem queira que o seu companheiro fale consigo da mesma forma amorosa com que fala com o cão.

3. Fazem-no sentir-se melhor consigo próprio

É quando se sente melhor consigo próprio que tudo à sua volta parece melhorar também. Se estiver solteiro, a probabilidade de conhecer alguém é maior e, se estiver comprometido, a sua relação pode beneficiar com o seu bom humor. Segundo o investigador Allen R. McConnell, as pessoas que têm cães não só são mais felizes por causa do seu amigo de quatro patas, mas são também mais confiáveis. E é certo que a confiança é o pilar de qualquer relação.

4. Os cães ensinam-nos sobre o amor incondicional

As pessoas não conseguem guardar rancor dos seus animais por muito tempo e o choque inicial de ver um par de sapatos todo roído ou a casa de banho em pantanas com papel higiénico por todo o lado passa depressa. Ninguém espera ser julgado pelo seu cão e faz o esforço de sorrir para ele assim que chega a casa, mesmo que o dia tenha corrido muito mal. Os donos aceitam os defeitos dos seus cães e vice-versa, e isto é o que faz do amor entre um dono e um cão um amor incondicional.

Segundo Suzzanne Phillips — e a velha máxima de que recebemos aquilo que damos — se der tanto ao seu parceiro como dá ao seu cão, só estará a melhorar a sua relação. Já imaginou perdoar o seu parceiro por não ter feito o jantar tão facilmente como perdoa o seu cão por tê-lo comido? Se for capaz, se calhar está perante um amor verdadeiro.