O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, quer fazer uma “reforma radical” nos impostos sobre as empresas de forma a harmonizar este tipo de imposto nos vários países da União Europeia. A ideia é fazer com que todos os países ofereçam um menu semelhante para que as multinacionais não optem por se instalar nuns e noutros para tirarem partido das vantagens fiscais.

O caso LuxLeaks é um dos exemplos apontados pela Comissão Europeia para dar o mote à necessidade de revitalizar o sistema, já que o caso revelou centenas de acordos feitos entre grandes empresas e o Luxemburgo para pagar impostos naquele e país e não nos outros onde o imposto era mais elevado. A ideia de Bruxelas é agora dar caráter vinculativo, obrigatório, a um valor mínimo base e deixar o resto ao critério dos vários Estados.

Esta não é, no entanto, a primeira vez que a Comissão Europeia tenta harmonizar o imposto sobre os lucros das empresas, tendo já feito uma tentativa em 2011, mas perante o medo dos Estados de virem a perder o poder sobre a fiscalidade, umas das poucas competências económicas que está ainda inteiramente nas mãos dos países individualmente e não das diretivas comunitárias, o projeto manteve-se na gaveta.