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O principal suspeito do atentado que, esta sexta-feira, assolou o território francês tirou uma selfie com o homem decapitado, a única vítima mortal. Depois, enviou a imagem via WhatsApp — uma aplicação que permite a troca instantânea de mensagens — para um número de telefone canadiano, avançam as autoridades. Os investigadores franceses estão a tentar descobrir a identidade do destinatário, mas não confirmam, por enquanto, os relatos que dizem tratar-se de uma pessoa na Síria, o berço do autoproclamado Estado Islâmico.

Yassine Salhi, um condutor de camiões com laços ao islamismo radical, bem como a sua irmã e mulher, encontra-se detido na cidade de Lyon, garante ainda a Associated Press. Yassim é suspeito de ter morto o próprio patrão de 54 anos e de ter golpeado vários depósitos de uma fábrica de gases industriais em Saint-Quentin-Fallavier, nos Alpes franceses — o que resultou numa explosão e num incêndio. Tudo aconteceu na manhã da passada sexta-feira, 26 de junho.

Ocorrido o ataque, a polícia encontrou o corpo e a cabeça de um homem, já identificado como sendo o patrão do suspeito. A cabeça do homem tinha inscrições árabes e Yassim foi visto no local com uma bandeira que se julga ser do Estado Islâmico. Mas, ao contrário do que aconteceu com os ataques na Tunísia e no Kuwait, o atentando francês ainda não foi reivindicado por qualquer grupo — ainda assim, a cabeça decapitada parece mimetizar a prática do Estado Islâmico.

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