O primeiro-ministro sérvio foi atingido com uma pedra na cara, durante a cerimónia que assinala o 20.º aniversário do massacre de Srebrenica, na Bósnia. Aleksandar Vucic condenou, este sábado, o “monstruoso crime” cometido por soldados liderados pelo Comandante do Exército da Sérvia, Ratko Mladic, em 1995. Mas recusa que o crime seja genocídio.

O ambiente aqueceu no Memorial de Potocari, na Bósnia-Herzegovina. De acordo com a Associated Press, quando Vucic entrou no cemitério para deixar flores, milhares de pessoas começaram a apupar e a assobiar. Uma pessoa atirou um sapato na sua direção, um ato considerado altamente ofensivo na cultura muçulmana.

As imagens mostram o corpo de segurança do primeiro-ministro a protegê-lo de objetos arremessados na sua direção. Suzana Vasiljevic, que integra a equipa do governante, contou à agência que Aleksandar Vucic foi atingido com uma pedra na cara que lhe partiu os óculos.

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Suzana Vasiljevic acrescentou que estava atrás do primeiro-ministro quando “as massas derrubaram as barreiras” e se voltaram contra a comitiva.

Eram esperadas 30 mil pessoas na homenagem aos mais de oito mil bósnios muçulmanos que foram mortos em Srebrenica, em 1995. Aleksandar Vucic tinha dito que marcaria presença em representação de uma Sérvia “de cabeça erguida”. Já este sábado, emitiu um comunicado onde diz que “não há palavras com as quais possa expressar o lamento e a tristeza pelas vítimas e a raiva e amargura em relação aos que cometeram esse monstruoso crime”.

Vucic é primeiro-ministro da Sérvia desde abril de 2014, altura em que foi eleito pelo Partido Progressista da Sérvia, de centro-direita. Antes de militar nesta força política, Vucic fez parte dos nacionalistas do Partido Radical Sérvio, entre 1993 e 2008.