O MPT — Partido da Terra definiu-se como “um partido de causas” e comprometeu-se com os portugueses a fazer “a diferença pela diferença” e a mediar conflitos e consensos entre os partidos com assento na Assembleia da República.

Na apresentação do programa eleitoral aos jornalistas na escadaria da Assembleia da República, em Lisboa, o presidente do partido, José Inácio Faria, assumiu que “a felicidade, competitividade e sustentabilidade” são os princípios orientadores do partido que constam no programa eleitoral.

“O partido da terra é um partido de causas, e o nosso programa baseia-se nas causas que defendemos. Tem a génese ecologista, humanista e liberal e o nosso programa passa por um novo paradigma político para Portugal”, disse José Inácio Faria.

O líder do MPT assumiu ainda que a ação política que os deputados que o partido vier a eleger para a Assembleia da República vão ter em conta “os índices da felicidade interna bruta, do desempenho ambiental e o índice de competitividade global”.

“Sendo que nos últimos índices que foram analisados para Portugal o país está em 88.º no índice de felicidade interna bruta, queremos baixar para 78.º, no índice do desempenho ambiental estamos no 17.º e queremos subir para o 15.º e no índice de competitividade global estamos em 36.º queremos subir para 34.º. Temos causas que nos comprometem isto é um programa de causas e comprometimento com os portugueses”, avançou.

José Inácio Faria frisou também que o Partido da Terra “não promete o impossível” e vai “fazer a diferença pela diferença” posicionando-se na Assembleia da Republica de acordo com as causas que defende.

“O Partido da Terra posiciona-se ao centro, nem à esquerda nem à direita. Exatamente ao centro, somos um partido de causas e compromissos. Se há uma causa que defendemos que está mais na área tradicional da esquerda é lá que nos sentamos, mas se a causa seguinte for mais de direita é lá que nos sentaremos. Queremos unir esquerda e direita a uma só voz, os portugueses estão fartos da esquerda e da direita, querem a resolução dos seus problemas”, frisou.

No programa o Partido da Terra assume como compromisso uma democracia diferente, onde os partidos voltem a ter a confiança dos Cidadãos, defendendo o fim do financiamento público dos partidos, o alargamento da exclusividade e acumulação de cargos políticos.

Como bandeira eleitoral, o MPT assume igualmente o fim dos lugares marcados na Assembleia da República: “defendemos causas para os portugueses e não lugares à esquerda ou à direita”.