A equipa de investigadores que se deslocou à ilha da Reunião, no Oceano Índico, está “confiante” de que o fragmento de asa que, na quarta-feira, deu à costa, pertence a um Boeing 777 — o mesmo modelo de avião do MH370, voo da Malaysia Airlines que desapareceu a 9 de março de 2014. A notícia foi avançada na noite desta quinta-feira pela CNN, que cita fontes próximas da equipa de peritos, responsável por examinar o pedaço de asa, com cerca de dois metros de comprimento.

Este e outros fragmentos de avião serão transportados para Toulouse, escreve a BBC. É nesta cidade do Sul de França que estão localizadas as instalações mais próximas do Bureau d’Enquêtes et D’Analystes (BEA), a entidade gaulesa que regula a segurança da aviação. Lá serão efetuados os testes que determinarão o modelo de avião ao qual pertence o fragmento encontrado. A ilha da Reunião está sob a jurisdição do governo francês.

Esses testes, em suma, irão verificar se o fragmento ainda detém os números de série que, escreveu a CNN, costumam constar nas partes que compõem um avião. Caso não tenham sido apagadas pelo desgaste provocado pelo contacto com a água do mar, bastará “um telefonema para a Boeing” a perguntar “se pertence a um 777”, como explicou Mary Schiavo, uma analista e especialista em aviação da cadeia de televisão norte-americana.

Caso o fragmento pertença, de facto, a um Boeing 777, poder-se-á retomar a investigação sobre o que terá acontecido ao MH370. O voo da Malaysia Airlines, que transportava 239 pessoas a bordo, desapareceu a 9 de março de 2014, no início da viagem que fazia a ligação entre Kuala Lumpur, na Malásia, e Pequim, na China.