Saturno, cujo brilho passa normalmente despercebido no céu noturno, vai dominar o céu de agosto, segundo o site Earth Sky. O planeta gigante com os seus anéis aparecerá ao crepúsculo, a sudoeste na constelação Balança, e ficará no céu até depois da meia-noite. Notável será também a observação de Neptuno. Com um par de binóculos será possível encontrar o planeta azul na constelação Aquário, no dia 31 de agosto, quando estiver mais próximo da Terra.

Céu visível às 22h30 horas do dia 15 de agosto em Lisboa mostrando o planeta Saturno - OAL/FCUL

Céu visível às 22h30 horas do dia 15 de agosto em Lisboa mostrando o planeta Saturno – OAL/FCUL

Durante o mês de julho Vénus e Júpiter encontraram-se no céu (conjunção) – pelo menos aos nossos olhos –, tornando-se um dos fenómenos mais fascinantes deste período, mesmo para quem não está habituado a prestar atenção aos pontos brilhantes do céu. Para o início de agosto, cada um destes planetas tem encontro marcado com Mercúrio, a oeste, no crepúsculo vespertino. Dia 5 o encontro é com Vénus e dia 7 ficará próximo de Júpiter e de Regulus, uma estrela da constelação Leão.

Mas à medida que agosto for avançando, Vénus e Júpiter deixarão o céu da noite para passarem para o céu da manhã. Vénus vai passar entre a Terra e o Sol no dia 15 de agosto, deixando o lugar de “estrela da tarde” que manteve durante os últimos meses, para ocupar o lugar de “estrela da manhã” a este quando for novamente visível no final do mês, a partir de dia 23. Já Júpiter passará atrás do Sol no dia 26 de agosto e passará a ser visível de manhã a partir de setembro. Marte, por seu lado, aparece junto ao nascer do sol até ao final de agosto e estará em conjunção com Vénus no dia 29.

Enquanto os planetas continuam a viajar na esfera celeste, pequenos pedaços do cometa Swift-Tuttle vão entrar na atmosfera terrestre. A chuva de Perseidas parece sair da constelação Perseu, que lhe dá o nome. Esta chuva de meteoros, a mais brilhante que conseguimos ver a partir da Terra, acontece de 17 julho a 24 de agosto. O pico de atividade será no dia 13 de agosto de manhã, segundo o Observatório Astronómico (OAL) da Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa, logo impossível de observar. Mas se escolher umas das noites entre 12 e 14 de agosto, próximas da Lua nova, e numa zona com o céu bem escuro ainda terá a possibilidade de ver este evento. No pico e atividade pode haver 60 a 100 meteoros a cair por hora, refere o site Time and Date.

Já a chuva de meteoros noturna de δ Aquáridas, que teve a atividade máxima no dia 28 de julho, ainda poderá ser vista até dia 19 de agosto, segundo o OAL. “Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na segunda metade da noite.” As δ Aquáridas parecem sair da constelação Aquário, que lhe dá o nome.

@ Andreia Reisinho Costa

@ Andreia Reisinho Costa

Esta sexta-feira, julho repete uma lua cheia, num fenómeno chamado “lua azul“, mas que nada tem a ver com a cor do satélite natural da Terra. Se julho repetiu a lua cheia, agosto vai repetir o perigeu da Lua (o ponto em que o astro se encontra mais perto da Terra) – no dia 2 e no dia 30 -, daí que a Lua cheia de dia 29 seja uma superlua.

Esta repetição de dois fenómenos equivalentes da Lua é rara, mas não há assim tanto que estranhar. Os meses nos nossos calendários têm 30 ou 31 dias, mas o calendário lunar tem 29,5. Portanto se um fenómeno acontecer logo nos primeiros dias, pode repetir-se no final do mês.