Pelo menos 50 pessoas morreram e 701 ficaram feridas na sequência da grande explosão na cidade portuária de Tianjin, no nordeste da China. Uma equipa de especialistas químicos foi enviada para o local, refere a BBC. Dezenas de pessoas, incluindo vários bombeiros, permanecem desaparecidas.

O acidente aconteceu na noite de quarta-feira no porto de Rui Hai, no distrito de Binhai, num armazém da Tianjin Dongjiang Port Rui Hai International Logistics Co., uma empresa que armazena e transporta materiais tóxicos, como cianeto de sódio e diisocianato de tolueno. As causas do acidente continuam por apurar. Os diretores da empresa terão sido detidos pelas autoridades, avança a CNN.

O combate às chamas foi suspenso esta quinta-feira por falta de informações relativamente aos materiais armazenados no espaço junto ao porto de Rui Hai e os níveis de poluição da cidade estão a ser monitorizados. “Pode ser perigoso respirar ar tóxico durante muito tempo. Mas, de momento, os níveis mantêm-se normais, de acordo com a nossa monitorização”, garantiu Wen Wurui, responsável pelo gabinete de proteção ambiental de Tianjin.

A série de explosões fez chover detritos um pouco por toda a cidade. Centenas de carros e edifícios foram danificados, obrigando mais de 3.500 pessoas a dormir em ruas ou em abrigos temporários. Fotografias e vídeos divulgadas nas redes sociais mostram a dimensão e impacto das explosões.

As duas primeiras explosões foram sentidas num raio de dez quilómetros. A segunda, a mais poderosa de todas, registou uma magnitude de 2.9 na escala de Richter, o equivalente a uma explosão causada por 21 toneladas de TNT, segundo informações divulgadas pelo Centro Sismológico da China.

Até ao momento, foram confirmadas 50 mortes. Entre as vítimas mortais encontram-se 12 bombeiros. De acordo com o jornal do Partido Comunista People’s Daily, o número de feridos já chegou aos 701. Pelo menos 71 pessoas estão em estado grave. Dezenas de pessoas continuam desaparecidas, incluindo vários bombeiros.