O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, inicia esta segunda-feira em Nova Iorque a participação na 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, na qual pretende reafirmar o multilateralismo e defender os valores da justiça e do direito internacional.

“As Nações Unidas foram fundadas sobre a promessa de paz, dignidade e igualdade para todos os povos. Ao participar na 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Timor-Leste reafirma a sua fé inabalável no multilateralismo e o seu compromisso de ser uma voz para os pequenos Estados, para as crianças, os jovens, as mulheres e as raparigas, e para um mundo governado pela justiça e pelo direito internacional”, afirmou o Presidente, citado num comunicado da Presidência timorense.

Na viagem aos Estados Unidos, José Ramos-Horta terá uma extensa agenda, que inclui uma visita a Washington e encontros com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, na quarta-feira, com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e com o Grande Imã de Al-Azhar, secretário-geral do Conselho Muçulmano dos Anciãos, juiz Mohamed Abdel-Salam, na sexta-feira.

Esta segunda-feira, o Presidente vai atribuir a Ordem de Timor-Leste ao antigo alto funcionário da ONU, Babafemi Badejo, que trabalhou consigo na Guiné-Bissau, quando foi representante especial das Nações Unidas naquele país da África Ocidental, e reunir-se com Malala Yousafzai, ativista paquistanesa laureada com o prémio Nobel da Paz.

“O encontro incidirá sobre prioridades comuns e oportunidades de colaboração futura na promoção dos direitos das mulheres e das raparigas em todo o mundo”, pode ler-se no comunicado da Presidência timorense.

O dia inclui também um encontro com o primeiro-ministro do Butão, Tshering Tobgay.

Na terça-feira, além de participar na sessão de abertura da Assembleia Geral da ONU, o também prémio Nobel da Paz participa na reunião de alto nível “Para Além de 2030: Renovar o compromisso global para erradicar a pobreza em todas as suas dimensões” e em encontros com o presidente da República Checa, Petr Pavel, e com a presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric.

O Presidente timorense discursa quarta-feira na Assembleia Geral da ONU, onde vai apresentar as posições timorenses sobre as principais questões globais, e participar como orador no painel para “Reafirmar a Promessa de Paz das Nações Unidas: utilizar o poder que temos”.

[Outubro de 1965. O diplomata suíço Raymond Quendoz espera pela mulher na pista do aeroporto de Havana, mas a portuguesa Annie Silva Pais simplesmente não aparece. O desaparecimento dela vai dar origem a um mistério de dimensão internacional que vai mobilizar o responsável da CIA em Cuba, o chefe dos serviços de segurança suíços, o mais alto representante de Portugal no país, e até Salazar e Fidel Castro. Porque Annie não é só casada com um diplomata suíço. Também é filha de um dos homens mais importantes do Estado Novo, Fernando Silva Pais, o diretor da PIDE. Já estreou “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Pode ouvir o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

José Ramos-Horta viaja, na quinta-feira, para Washington para um encontro com o senador Chris Coons, presidente da Comissão de Apropriações do Senado (câmara alta do parlamento dos Estados Unidos), com o Peace Corps, e com outras entidades homólogas, com vista ao reforço da cooperação nos setores da segurança e da defesa.

O Corpo da Paz dos Estados Unidos (Peace Corps) foi criado pelo Presidente John F. Kennedy em 1961 como uma agência independente e tem atualmente voluntários em mais de 60 países.