A polícia chinesa deteve este domingo uma jovem acusada de ter mentido sobre a morte do pai para angariar milhares de euros em doações. A jovem terá dito numa rede social que o pai desapareceu na sequência das explosões na cidade portuária de Tianjin, no nordeste da China.

De acordo com um comunicado publicado no site da polícia de Fangchenggang, localidade da região meridional de Guangxi onde a adolescente foi detida, esta terá escrito na rede social Sina Weibo que o pai tinha desaparecido em Tianjin. Ao ver que o número de seguidores tinha aumentado dez vezes, a jovem publicou uma segunda mensagem na qual referia que o pai tinha sido encontrado morto, o que levou a que mais de três mil utilizadores contribuísse com mais de 90 mil yuanes (cerca de 12.600 euros).

A Sina Weibo criou recentemente uma ferramenta de “recompensa”, que permite às pessoas transferirem verbas para outros utilizadores. A adolescente não conseguiu, contudo, gastar o montante angariado, uma vez que a conta foi congelada pela rede social na sequência de denúncias feitas por alguns utilizadores.

As explosões da noite de quarta-feira num armazém de Tianjin fizeram, até ao momento, 112 mortos e 772 feridos. Pelo menos 58 pessoas estão em estado crítico e 95 continuam desaparecidas, incluindo 85 bombeiros, refere o People’s Daily, o jornal do Partido Comunista Chinês. Até agora, apenas 24 vítimas foram identificadas.

As autoridades chinesas temem que aconteçam posteriores contaminações devido aos produtos perigosos armazenados no local.