A Câmara Municipal de Lisboa vai apresentar uma proposta de orçamento municipal para 2016 de 723,9 milhões de euros, mais 25,4 milhões de euros do que foi aprovado para 2015, segundo o documento, a que a agência Lusa teve acesso esta quinta-feira.

“O Orçamento de 2016 prossegue o caminho traçado com os orçamentos de 2014 e 2015, assegurando a sustentabilidade financeira do município, quer ao nível da sua receita estrutural quer por via do controlo da despesa, bem como identificando formas de assegurar o investimento em áreas prioritárias da cidade”, frisa o executivo municipal, de maioria socialista, na proposta.

Segundo o documento, as opções estratégicas da autarquia são “investir inovando e modernizando a cidade”, “manter impostos baixos e atrativos”, “conter, otimizando, a despesa corrente do Município”, “reduzir a dívida, nomeadamente alienando ativos não estratégicos”, “consolidar a política tributária”, “valorizar o trabalho e o trabalhador do universo municipal” e, ainda, “melhorar continuamente o sistema de compras, nomeadamente através de processos mais eficientes e transparentes”.

Entre as principais diferenças face ao que foi proposto para este ano e o que é sugerido para o próximo encontra-se o total da receita com impostos diretos, que passa de 289,9 milhões de euros para 313,8 milhões de euros. Quanto às taxas, multas e outras penalidades, o valor arrecadado passa de 59,6 milhões para 66,3 milhões de euros.

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Também as previsões de vendas de bens de investimento, como património, sobem de 22,9 milhões de euros para 41,9 milhões de euros.

Relativamente às despesas com pessoal, está previsto o aumento de 216,8 milhões para 222,8 milhões, acontecendo o mesmo na aquisição de bens e serviços correntes, que passa de 128,9 milhões 132 milhões.