A oposição síria apoiada pelo Ocidente rejeitou, este sábado, a proposta russa de lhes dar apoio aéreo contra o grupo radical Estado Islâmico (EI).

“A Rússia está a bombardear o Exército Sírio Livre (ESL) e agora quer cooperar connosco, enquanto continua comprometida com (o presidente sírio Bashar al) Assad? Não entendemos a Rússia”, disse o tenente-coronel Ahmad Saoud, porta-voz da Divisão 13 do grupo rebelde.

Moscovo iniciou uma campanha aérea na Síria a 30 de setembro, indicando que visava o ‘jihadista’ Estado Islâmico e outros “terroristas”, mas rebeldes islâmicos e moderados dizem ter sido alvo dos ataques aéreos russo e que as operações militares pretendem apoiar Assad, mais do que erradicar o EI.

Samir Nashar, membro da Coligação Nacional Síria, principal órgão político da oposição, rejeitou igualmente uma aliança entre os rebeldes moderados e a Rússia.

“Em vez de falarem da sua vontade de apoiar o ESL, deviam deixar de o bombardear”, declarou à agência France Presse, adiantando: “Oito por cento dos ataques aéreos da Rússia têm como alvo o ESL”.

Numa entrevista à cadeia televisiva Rossiia 1, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, disse hoje que a força aérea russa está disposta “a apoiar também a oposição patriótica, incluindo o designado Exército Sírio Livre, a partir do ar”.

“O principal para nós é aproximar as pessoas que podem, com autoridade plena, representá-los e representar os grupos armados que combatem o terrorismo”, disse o chefe da diplomacia russo.

O conflito na Síria já matou mais de 250.000 pessoas desde 2011.