Várias pessoas foram esta quarta-feira detidas em Londres durante uma manifestação estudantil que degenerou em incidentes, informou a polícia metropolitana da capital britânica (MET, Scotland Yard).

Milhares de estudantes concentraram-se nas ruas da capital britânica numa manifestação pacífica para pedir a eliminação das propinas universitárias e a reposição das ajudas para os estudantes com menos recursos.

Mas, segundo a polícia metropolitana de Londres, “um pequeno grupo de manifestantes” lançou tinta contra a parede do Ministério do Interior e outros manifestantes tentaram “invadir o edifício do Ministério das Empresas, da Inovação e das Competências”, ação que foi impedida pelos agentes da força policial.

Durante a tentativa de invasão, os estudantes “lançaram algumas bombas de fumo e ovos à polícia”, que formou um cordão de segurança junto do edifício, precisou a MET, num comunicado.

A manifestação, que contestou as medidas aplicadas desde 2010 pelo governo de David Cameron (conservador), contou com o apoio do novo líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn.

Numa mensagem lida aos manifestantes, Jeremy Corbyn reiterou a sua promessa de abolir o pagamento das propinas universitárias caso chegue ao governo e exortou os estudantes a “prosseguir com os protestos e a fazer uma campanha pela justiça”.

O governo do trabalhista Tony Blair introduziu em 1999 o pagamento de propinas universitárias, cujo valor triplicou em 2010 com a coligação governamental entre conservadores e os liberais-democratas, liderada por Cameron.

Posteriormente, o executivo conservador modificou o sistema de bolsas com o objetivo de reduzir ou eliminar este tipo de subvenções, propondo em troca um regime de empréstimos que levou ao endividamento dos estudantes.