A economia da zona euro cresceu 0,3% no terceiro trimestre, uma desaceleração face aos 0,4% anteriores. O crescimento homólogo foi de 1,6%, que compara com os 1,4% divulgados esta manhã pelo INE para Portugal.
Espanha voltou a ter um dos melhores desempenhos, com um aumento de 0,8% do PIB – num trimestre em que o crescimento em Portugal estagnou. Alemanha e França cresceram 0,3%, como já se sabia desde esta manhã, e a Grécia viu a economia contrair-se em 0,5%.
Ainda não há dados mais detalhados sobre o crescimento na zona euro, “mas não será um grande risco dizer que foi o consumidor que salvou o dia na economia da zona euro”, diz o economista do ING Peter Vanden Houte. Do outro lado estão os sinais de abrandamento nas maiores economias emergentes, entre as quais a China e o Brasil.
“A recuperação da zona euro continua, mas parece que está a conduzir com o travão de mão ativado”, diz o economista do ING em nota enviada aos clientes e a que o Observador teve acesso. “Com os mercados emergentes nas lonas, não se espera grande aceleração nos próximos trimestres”, o que, na opinião do economista, torna ainda mais certo que o BCE irá avançar com mais estímulos monetários.
Mario Draghi já tinha avisado, ontem, que a economia europeia está a perder vapor.