Governo

DRBS ao Observador. Telefonema de Centeno “foi importante” para manter “rating”

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Ao Observador, a DBRS diz que o PS garantiu o seu compromisso com a redução do défice, o que foi "muito importante" para a manutenção do "rating" e da "perspetiva estável".

HUGO AMARAL/OBSERVADOR

A agência DBRS, que esta sexta-feira manteve o rating de Portugal acima de lixo, olhou para o programa do PS e acredita que, caso António Costa venha a liderar governo, “é possível que, se o crescimento não dececionar, Portugal consiga cumprir a meta de défice de 2,8% em 2016″, como se propõe. “Mas há riscos, e podem ser necessárias mais medidas de austeridade se o crescimento dececionar”, diz ao Observador Adriana Alvarado, analista da DBRS, em conversa telefónica.

A DBRS confirmou que nos últimos dias falou ao telefone com Mário Centeno, provável ministro das Finanças num governo liderado pelo PS, e que este lhe “garantiu o compromisso com os acordos europeus” em matéria de consolidação orçamental. Isso foi “muito importante” para a decisão anunciada hoje, de manter o rating e o outlook estável. Alguns analistas admitiam um corte do outlook para negativo, tendo em conta a incerteza política.

Isto apesar de, como a DBRS sabe, o PS se ter comprometido a criar um grupo de trabalho para avaliar a sustentabilidade da dívida portuguesa. Isso não perturba a agência, que recorda que faz a sua própria análise a esse nível, olhando para as perspetivas de crescimento, dívida e empenho político.

Ainda assim, a agência diz que, olhando para o programa, “ainda há alguma falta de transparência, falta de detalhes“. Outro risco é o facto de uma aliança com os paridos à esquerda ser “algo sem precedentes em Portugal – é um risco“. O que conta, para a DBRS, é que o partido na liderança do governo é “pró euro” e manifestou essa garantia de que os compromissos internacionais serão respeitados.

Ainda assim, o programa contém medidas contra a receita da troika que obrigam a que haja “medidas compensatórias” para que se cumpra o défice. A DBRS mostra-se confiante de que, “se o crescimento não dececionar, chegar a um défice de 2,8% no próximo ano pode não ser difícil“. Mas, se isso acontecer, “podem ser necessárias medidas adicionais de austeridade“.

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