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132 milhões euros. É, por esta altura, o que separa Jerónimo de Sousa de António Costa. Os comunistas defendem a devolução integral dos salários da função pública em 2016, o que representaria, em termos líquidos, um custo acrescido de 446 milhões de euros. A proposta dos socialistas é diferente: reposição faseada dos salários, de três em três meses, com um impacto de 314 milhões.

Nestes cálculos, porém, não entram as contribuições para a Segurança Social. Por isso, em termos brutos, as contas far-se-iam assim: 637 milhões na calculadora dos comunistas, 448 milhões se a proposta socialista for levada adiante.

As duas propostas foram estudadas pelo PCP, como que para explicar ao PS que, com pouco esforço, é possível devolver de forma integral os salários da função pública. Ainda assim, a proposta socialista seria sempre a menos dispendiosa para os cofres públicos.

O PCP apresentou hoje a sua proposta na comissão de Finanças. E introduziu apenas uma nuance em relação aquilo que tem defendido: prevê a possibilidade de retroativos no pagamento de salários, uma vez que a reposição integral não entraria a tempo a 1 de janeiro, mas não diz a data pretendida. Ou seja, essa retroatividade pode ser flexível.

O BE já deu o acordo à proposta do PS para que haja uma devolução trimestral dos salários da função pública, tal como ficou escrito no acordo que os dois partidos assinaram.

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