Pelos menos 18 pessoas morreram esta quinta-feira, entre elas seis crianças, quando a embarcação em que seguiam se virou no mar revolto, durante a travessia do mar Egeu.

A embarcação, que seguia rumo à ilha de Lesbos, na Grécia, levava muitos mais pessoas do que as que podia suportar e afundou-se ao largo da costa de Bademli, uma localidade a cerca de 70 quilómetros de Esmirna, no sudoeste da Turquia, de acordo com a agência de notícias local, Dogan.

As equipas de salvamento gregas resgataram 21 pessoas, mas 14 migrantes ainda estão desaparecidos. As suas nacionalidades ainda são desconhecidas.

Na quarta-feira, outra embarcação já tinha afundado nesta travessia, ao largo de Farmakonisi, uma ilha grega. Nessa tragédia morreram outras 7 crianças. Dois dias antes, na segunda-feira, morreram mais 11 migrantes, onde estavam três crianças.

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O inverno e do mar agitado não impedem as travessias entre a Turquia e a Grécia, apesar do fluxo de refugiados ter diminuído e os contrabandistas (que negoceiam as passagens de um país para outro) terem baixado o preço de €1200 para €500 o preço.

A guarda-costeira grega salvou, ao longo de 2015, cerca de 100 mil migrantes que tentavam chegar à Grécia saídos da Turquia. A maior parte das pessoas têm nacionalidade síria e foge da guerra civil que tem devastado o seu país.

Este ano, entraram na União Europeia mais de um milhão de migrantes, mas cerca de 3700 morreram durante a viagem ou estão desaparecidos.

A Grécia, porta de entrada para estes migrantes na União Europeia, comprometeu-se a construir centros de acolhimento e de registos em cinco das suas ilhas mais requisitadas. Mas até agora, a ilha de Lesbos é a única munida de um destes espaços.